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👞 Destaque do Mês | A Profissão de Sapateiro

👞 Destaque do Mês | A Profissão de Sapateiro

16 Out 2026

Neste mês, o MAEDS destaca a profissão de sapateiro, um ofício artesanal com uma longa história, associado ao fabrico, reparação e conservação de calçado e a um conjunto de saberes e técnicas transmitidos ao longo do tempo.

Durante séculos, o sapateiro trabalhou artesanalmente o couro, utilizando ferramentas específicas e recorrendo a técnicas que exigiam precisão, experiência e habilidade manual. Facas, martelos, sovelas, grosas, turquês, formas, ferros de brunir, ceras e diferentes tipos de pregos faziam parte do seu quotidiano de trabalho.

A partir do século XIX, o aparecimento de maquinaria transformou profundamente a produção de calçado, permitindo a sua fabricação em maior escala. Com a industrialização e as mudanças nos hábitos de consumo, o trabalho artesanal do sapateiro foi progressivamente perdendo espaço e a profissão caiu em desuso. Atualmente, são cada vez menos os profissionais que mantêm este ofício, sobretudo nas suas formas mais tradicionais.

Na Exposição de Longa Duração de Etnografia do MAEDS, pode conhecer uma bancada de trabalho e as ferramentas utilizadas por Augusto, sapateiro que tinha o seu estabelecimento na Rua Arronches Junqueiro, em Setúbal. Em uso nas décadas de 1970–1990, a bancada reúne diversos utensílios e materiais associados ao ofício, permitindo conhecer de perto os instrumentos e as práticas do quotidiano de um sapateiro setubalense. Entre os objetos expostos encontram-se ainda um par de sapatos e botins de finais do século XIX.

Assinalando o Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, celebrado a 17 de outubro, esta profissão permite-nos olhar para além dos objetos e reconhecer os saberes, técnicas e gestos que lhes dão sentido e que fazem parte da nossa memória cultural.

📍 Visite o MAEDS e descubra, na Exposição de Longa Duração de Etnografia, os objetos que testemunham este e outros ofícios tradicionais de Setúbal.

 

🧵 Porque preservar um ofício é também preservar os conhecimentos e os gestos que lhe dão vida.