Peças anteriores:

 

Peça de Setembro e Outubro de 2012

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Estações Pré-historicas dos arredores de Setúbal. Apontamentos para o seu estudo, de A. I. Marques da Costa. Lisboa: Imprensa Nacional, 1910.

 

Doação ao MAEDS. Nº inv. 3113.

 

ANTÓNIO IGNÁCIO MARQUES DA COSTA (1857- 1933)

Foi o primeiro arqueólogo a dedicar-se de forma consequente à Arqueologia da Arrábida e do estuário do Sado. Colocou em prática um programa de arqueologia regional, com significativa componente de trabalho de campo e contextualização teórica de nível nacional e europeu. Com uma sólida formação adquirida na Escola do Exército, A.I. Marques da Costa revela nas suas publicações o domínio de conhecimentos actualizados de geologia, arqueozoologia e bioantropologia. A abordagem pluridisciplinar que dispensa à prática arqueológica é enriquecida por invulgar consciência cívica sobre a memória colectiva e o papel central nela detido pelo património cultural e natural. Essa consciencialização levou-o a criticar publicamente a destruição do Castro da Rotura, por exploração de pedra e a interessar-se pelo estudo da formação geológica conhecida por “Pedra
Furada”, hoje classificada como geomonumento. Este estudo, publicado pela Comissão do Serviço Geológico de Portugal, viria a aproximá-lo do geólogo Paul Choffat. No entanto, foi à arqueologia que dedicou grande parte da sua vida, tendo firmado com José Leite de Vasconcelos uma sólida relação de amizade e de colaboração na revista “O Arqueólogo Português”. A. I. Marques da Costa aliou à actividade científica de arqueólogo a carreira militar, onde atingiu o posto de Tenente-Coronel de infantaria; foi professor de matemática no Liceu Bocage e Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, durante a I República. O livro agora doado ao MAEDS, “Estações Prehistoricas, dos Arredores de Setúbal”, de 1910, reúne os artigos que foram sendo publicados em “O Arqueólogo Português”, de 1902 a 1910, especialmente dedicados aos castros da Rotura e Chibanes e à necrópole de hipogeus da Quintas do Anjo. Ao benemérito doador, o Museu agradece publicamente esta obra de referência, imprescindível ao conhecimento do Passado pré-histórico da Arrábida.

 

 

Peça de Setembro e Outubro de 2012

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Instrumento cirúrgico

 

Instrumento cirúrgico (espátula-sonda) do período Romano-Repúblicano (meados do séc. I a.C.), encontrado no compartimento R14 do povoado de Chibanes (Palmela).

 

Peça de Julho e Agosto de 2012

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Cadinho de Fundição

 

Cadinho de fundição de contorno circular, provido de pés e goteira, com cobre aderente. Castro de Chibanes (Palmela). Grupo Estilístico de Palmela do Horizonte Campaniforme. Ca. 2250 A.C.. Escavação arqueológica do MAEDS.

 

Peça de Maio e Junho de 2012

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Estatueta antropomórfica

 

Estatueta antropomórfica em osso da Época Romana (Baixo Império),
proveniente da oficina romana de preparados piscícolas da Travessa de Frei Gaspar (Setúbal).
Bibliografia: TAVARES DA SILVA, C.; SOARES, J.; COELHO-SOARES, A. (1986) –
Fábrica de salga da Época Romana da Travessa de Frei Gaspar, Setúbal. Actas
do I Encontro Nacional de Arqueologia Urbana (Setúbal, 1985)
(Trabalhos de
Arqueologia, 3), p. 155-160.

 

Peça de Abril de 2012

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Inscrição fenícia

 

Inscrição fenícia em taça de cerâmica da feitoria de Abul (Baixo Sado). Séc. VII a.C.. Escavações arqueológicas de Françoise Mayet e Carlos Tavares da Silva

 

Peça de Março de 2012

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Estela epigrafada

 

I Idade do Ferro - Cerca do Curralão. Descoberta em 1979, a estela funerária procedente da Cerca do Curralão em Almodôvar, apresenta texto dextrorso embora disposto em boustrophedon, onde se reconhecem dezassete letras completas e oito incompletas, constituindo fórmula funerária, possivelmente formada por seis palavras. Estas corresponderão a nome próprio, etnónimo menor, patronímico, cognome ou gamonímico e a etnónimo maior, usado como origónomo.
Aquele último presente em 60% das estelas funerárias da I Idade do Ferro do Sudoeste Peninsular, indica povo, com origem minorasiática, mencionado por diversos autores da Antiguidade como habitando territórios do hoje Baixo Alentejo e Algarve.
O estudo das epígrafes referidas, permite concluir que a escrita dita do Sudoeste Peninsular é alfabética e expressa língua indo-europeia, que usou sete vogais e apresenta bom número de características fonéticas e gráficas, permitindo integrá-la na grande família das escritas e das línguas gregas arcaicas, com maior diversidade na Ásia Menor.
Mário Varela Gomes

The funerary stele from Cerca do Curralão in Almodôvar, discovered in 1979, displays dextrorse text although it is written boustrophedon. Seventeen fully formed letters and eight partly formed letters can be recognised.
They constitute a funerary formula, possibly made up of six words which would correspond to the name, minor ethnonym, patronym, cognomen or gamonymic and the major ethnonym, used as the native name.
The latter is present in 60% of the funerary stelae dating from the first Iron Age in the Peninsular Southwest. It indicates a people of Asia Minor origin who are mentioned by several authors from Antiquity as inhabiting the territories of what is today the Baixo Alentejo and Algarve.
The study of these epigraphs allows us to conclude that the writing termed Peninsula Southwestern is alphabetic, expresses an Indo- European language and used seven vowels. It displays a good number of phonetic and graphic characteristics, thereby allowing us to integrate it within the large family of archaic Greek writing systems and languages with the greatest diversity being found in Asia Minor.

Mário Varela Gomes

 

Peça de Fevereiro de 2012

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Ídolo cilindro

 

Ídolo cilindro de calcário com representação de tatuagem facial, proveniente da sepultura 9 da necrópole da Lapa do Bugio (Sesimbra). Trata-se de objecto de carácter simbólico do III milénio A.C. (Calcolítico). Escavações arqueológicas coordenadas por Octávio da Veiga Ferreira.

Bibliografia: CARDOSO, J. L. (1992) - A Lapa do Bugio. Setúbal Arqueológica, IX-X, p. 89-225.

 

 

Peça de Janeiro de 2012

 

janeiro2012

 

Cerâmica manual, com decoração incisa e plástica, de feição celtizante. Depósito votivo de Garvão (Ourique) da 2ª Idade do Ferro (séc. III a.C.). Escavações arqueológicas de C. Mello Beirão, C. Tavares da Silva, J. Soares, M. Varela Gomes e R. Varela Gomes.

 

Peça de Dezembro de 2011

dezembro2011

"Queimador de essências" em cerâmica do depósito votivo de Garvão (Ourique) da 2ª Idade do Ferro (séc. III a.C.). Escavações arqueológicas de C. Mello Beirão, C. Tavares da Silva, J. Soares, M. Varela Gomes e R. Varela Gomes.

 

Peça de Outubro/Novembro de 2011

OutNov2011

Corniformes do povoado do Neolítico final e Calcolítico da Ponta da Passadeira (Barreiro). Último quartel do IV e 1ª metade do III milénio a.C. Escavações arqueológicas de Joaquina Soares.