O MAEDS na Festa da Arqueologia

 

ARQUEOLOGIA E PLURIDISCIPLINARIDADE.

A EXPERIÊNCIA DO MAEDS

 

Nota explicativa
A génese do MAEDS no âmbito do novo poder político criado pela Revolução de Abril de 1974, de âmbito local e intermunicipal e aberto à participação democrática e à inovação, explica o lugar central que a investigação deteve desde o primeiro momento no seu programa. Ultrapassando a função de apresentação de espécimes museológicos preexistentes, o MAEDS propunha-se criar as suas próprias colecções e sobretudo produzir conhecimento e património. A partir desta filosofia de intervenção social, em um período em que a investigação se encontrava confinada ao espaço universitário, foram desenvolvidas com sucesso, em ambiente museal, várias linhas de investigação no domínio da Arqueologia, de que destacamos:

  • - Preexistências de Setúbal;

  • - Processo de neolitização na Costa Sudoeste Portuguesa;

  • - Economia do mar. Diacronia e integração social;

  • - Processo de calcolitização. Da Estremadura portuguesa ao Sudoeste;

  • - Necrópoles de cistas do Bronze do Sudoeste;

  • - Estuário do Sado no período orientalizante: feitoria fenícia de Abul e Castelo de Alcácer do Sal;

  • - A Costa Sudoeste no Império Romano. Fileira produtiva de salgas de peixe e integração periférica.

Igualmente determinante para uma orientação metodológica (activamente adepta da pluridisciplinaridade) que vertebralizou a prática científica, foi a ligação dos Arqueólogos fundadores do museu – Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares – às ciências naturais.
Sendo o registo arqueológico constituído por materialidades tão distintas como variadas arquitecturas, arte rupestre, diversificados artefactos móveis, ecofactos, depósitos sedimentares de origem antrópica, só através do cruzamento de distintos domínios disciplinares será possível abranger essas realidades, interpretá-las e explicá-las, integrando-as em uma narrativa coerente em termos históricos (a domesticação do tempo!), económicos, sociais e culturais.
Sendo impossível referir no contexto da presente mostra, o manancial de informação produzida, optámos por apresentar alguns flashes de momentos particularmente felizes em que a prática especificamente arqueológica se articulou com a de outros domínios científicos através de um diálogo profícuo e claro, sem dúvida enriquecido por uma multivocalidade em muitos casos vanguardista (importa não esquecer que a ciência é datada como qualquer outra actividade humana).

 

Exposição
Painéis informativos com algumas das intervenções arqueológicas realizadas pelo Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, onde se verificou a ocorrência de cruzamento multidisciplinar:

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Ateliers

  • Observação e classificação de malacofauna;

  • Adornos sobre conchas. Da Pré-história à contemporaneidade;

  • Utilização de conchas na decoração cerâmica.

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Ficha Técnica
Coordenação científica: Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares
Arqueologia: Susana Duarte
Artes visuais e animação cultural: Ana Isa Férias
Design gráfico: Ana Castela